Tatiana Conceição (Abril/2006)

A Hora de Tatiana Conceição
No início do mês, uma notícia chamou atenção.

Uma pivô brasileira, com destaque no basquete universitário norte-americano acabou sendo incluída no draft da temporada da WNBA.

No último dia 05, data do draft, Tatiana Castro Conceição não foi escolhida.

De qualquer maneira, a indicação deve marcar a passagem de Tati ao basquete “profissional”.

Prestes a completar os estudos, Tati ainda fará testes em equipes da WNBA nesse mês, não descarta a possibilidade de jogar na Europa e pretende buscar uma chance na seleção brasileira.

Esses foram alguns dos assuntos que Tatiana abordou em entrevista exclusiva ao Blog do Basquete Feminino.

Tati, no Brasil onde e quando você começou a praticar o basquete? Por quais cidades e técnicos você passou?

Eu comecei jogar na escolhinha de basquete no DEFE, em São Paulo, aos dez anos de idade. Com 12 anos, comecei a jogar na Lacta/Santo André, com a técnica Andréia. Participava também dos treinos das categorias infatil e infanto, com a técnica Arilza Coraça. Quando Santo André perdeu o patrocínio da Lacta, eu fiz teste na equipe do Sundown Bike, em Jundiaí. Lá, joguei durante sete anos antes de vir para cá, com os técnicos Jair, Mina e Tarallo.

Quando e como apareceu a oportunidade de ir para os Estados Unidos? Fale sobre essa decisão.

A oportunidade apareceu no ano de 2002, quando tivemos uma clínica em Jundiaí com técnicos americanos. Recebi o convite, mas não levei muito a sério. Com o tempo, vi que era para valer. Tive muito apoio da minha mãe. Ela nunca permitiria que eu deixasse essa oportunidade passar.

Nesse período, qual você acredita que foi o aspecto em que seu jogo mais evoluiu?

Com certeza, na defesa e na habilidade com a bola e nos chutes de três pontos.

Como foi a adaptação ao basquete e à vida nos Estados Unidos?

A maior dificuldade, com certeza, foi aprender o inglês. No meu primeiro ano, eu fazia o que eu queria nos jogos, porque eu não entendia meu técnico. [risos]. Mas depois me adaptei com tudo: desde a comida até a neve.

Você já concluiu a faculdade? Em qual curso?

Ainda tenho mais dois semestres para concluir minha faculdade. Estou no quarto ano de educação física, com ênfase em educação.

Como foi essa última temporada em Missouri? Como o time se saiu na NCAA?

Foi muito boa e gratificante. Fomos campeãs da nossa conferencia. No ano passado, havíamos perdido na final, depois de duas prorrogações. Então isso estava entalado na garganta.

Na NCAA, infelizmente perdemos nosso primeiro jogo [72-45 para Stanford]. Não tivemos uma boa noite. Nossas adversárias eram muito boas.

Nesses quatro anos, você tem sido elogiada e premiada. Fale sobre alguns dos prêmios que recebeu na última temporada. Qual mais te marcou?

Agradeço muito a Deus pelos títulos e premiações que conquistei em quatro anos aqui. Mas acho que o que marcou mais foi ganhar o título de melhor jogadora da minha conferência, no ano passado.

Você esperava a indicação para o draft da WNBA? Quando e como ficou sabendo?

Sabia que havia a possibilidade de ser indicada, mas não esperava. Fiquei sabendo pelo meu técnico. Fiquei feliz, mas consciente de que muitas outras jogadoras também haviam sido indicadas.

Quais são seus planos no momento? Você pensa em começar “profissionalmente” no basquete? Já há algum contato?

Com certeza, essa é uma meta: quero muito jogar profisionalmente, seja aqui ou na Europa. Já tenho um agente que está trabalhando comigo.

Ainda vou participar de alguns try-outs na WNBA na próxima semana. Espero que dê certo.

Fale um pouco sobre sua posição, estilo de jogo, altura…

Jogo de pivô, tenho 1,85 m. O que me fez ter sucesso foi aprender a jogar em quase todas as posições. Sou originalmente pivô, mas sei bater bola como lateral e tenho um bom chute também.

Você pensa em seleção brasileira?

E por que nao? Eu participei em várias seleções brasileiras infanto e juvenis. Mas não tive a change de participar da adulta ainda. Gostaria muito de jogar pelo meu país

Um bate-bola pra encerrar:

Um prato: qualquer comida que seja brasileira.
Uma cidade: São Paulo
Uma música: Unbreakable, Alicia Key
Um livro: Pai rico, pai pobre
Um filme: Sonho de liberdade
Um time: Corínthians
Um técnico: Pat Summit (Tennessee Coach)
Um ídolo: Jay-z
Um título: Campeão Infanto em 98
Uma colega: Fernanda Beling ( mais que colega, uma amiga-irmã)
Uma estrangeira: Candace Parker
Uma quadra: a do Clube São João, em Jundiaí
A bola que eu chutei e caiu: uma com 3 segundos no relógio
A bola que eu chutei e não caiu: nemhuma em especial
O jogo que eu não esqueço: quando perdemos para o BCN em 99
O jogo que eu tento esquecer e não consigo: meu primeiro jogo na NCAA
Uma marcadora: a Aide
Um sonho: jogar como professional e ter meu próprio negócio.

 

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