Karen Gustavo (Abril/2008)

Um papo com Karen Gustavo


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Nascida com uma família com muita tradição no basquete, Karen não esconde o carinho pela “tia Rô” (a ala Roseli Gustavo, campeã mundial, em 94, e prata olímpica, em 96), pela irmã Sil (a também ala Sílvia, ao lado de quem conquistou a prata no Mundial Sub-21, em 2003) e pelo primo Né (o armador Nezinho, da seleção brasileira). Mas é evidente também em Karen, o desejo de vencer por seus próprios méritos. Aos 24 anos, completados em março, a ala do time de Ourinhos, acumula um Mundial e um Pan-Americano, pela seleção adulta. Recentemente, foi confirmada entre as convocadas para os treinos para o Pré-Olímpico Mundial. Entre a chegada de Cuba (onde foi cestinha numa excursão amistosa da seleção brasileira), os primeiros treinos e jogos de Ourinhos no Paulista, e uma série de compromissos, a jogadora reservou um tempo para rever sua trajetória e falar de seus planos.
1. Karen, para começar eu queria que você falasse do seu início no basquete. Como foi essa trajetória? 

O meu interesse pelo basquete surgiu aos poucos. Quando eu tinha 11 anos, a Rô jogava no BCN de Piracicaba, e eu passava alguns finais de semana com ela. Mas mesmo assim, não me interessava muito pelo basquete. Nessa época, a Sil já jogava em Campinas (1995).
2. A Roseli, campeã mundial (1994) e sua tia, parece ter sido uma pessoa importante na sua escolha. Qual o papel dela na sua vida pessoal e na sua história no basquete? Você acompanhava os treinos, jogos dela, quando criança? Comente ainda como foi ao longo do tempo chegar a jogar ao lado dela e, mais recentemente, contra.

Foi com a Rô que eu comecei a gostar de basquete. Não há dúvida que ela foi a maior influência na minha vida, da minha irmã e de meus primos. Eu perdi minha mãe aos quatro anos e tive seis tias que faziam esse papel, entre elas a Rô.

3. Ainda na categoria família, eu queria que você falasse que característica dentro da quadra, você mais admira na sua tia Roseli, na sua irmã Sílvia e no seu primo Nezinho?

Um dia a Rô me perguntou se eu queria treinar e eu disse que sim. Ela me levou pra conhecer o time da escolinha do BCN. Eu achei que iria só treinar, mas as meninas estavam indo pra um festival em Matão. O técnico, Zé Mário, me levou mesmo assim. Me explicou na hora do jogo como arremessar e fazer bandeja e eu joguei todos os jogos. Eu havia gostado, mas não queria morar longe de casa.

No ano seguinte, minha tia perguntou se eu gostaria de jogar em Campinas, porque poderia morar coma Sil. Eu gostei da idéia e fui morar em Campinas, aos 12 anos.

A técnica da minha categoria era a Mila e foi com ela que aprendi tudo. O basquete em Campinas acabou em 1998 e fui pra Americana, continuando com a Mila como técnica. De todos os treinadores que tive, essa foi a parceria mais longa (de 1996 até 2003 como minha técnica e mais um ano como assistente do Paulinho). Eu devo a Mila muita coisa do que sou hoje; não só pelo que aprendi dentro de quadra.

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O meu primeiro ano de adulto também foi muito especial, porque consegui jogar bastante, apesar de nova. Mesmo conhecendo o Paulinho há muito tempo e participando de alguns jogos como juvenil, foi quando ele virou efetivamente meu técnico e me ajudou na transição do juvenil para o adulto.

Com o fim de Americana (2005), eu fui pra Ribeirão Preto e fiz minha segunda cirurgia do joelho. Eu não cheguei a jogar o Paulista inteiro. Na metade do ano fui pra Recife e disputei o Brasileiro, com o Dornelas. Em Recife, foi o primeiro ano em que eu ajudava a puxar um time (juntamente com a Tayara e a Geisa), e isso contribuiu muito pra minha evolução.

Já em 2006 eu fui pra Ourinhos, primeiramente com o Vendra. Foi em Ourinhos que eu tive a oportunidade de crescer ainda mais. Porque havia várias jogadoras de nível muito bom e a competitividade era maior. Mas de uma maneira saudável, é claro.

Eu gostava de ir a Piracicaba, porque era muito divertido o contato com todas aquelas jogadoras, apesar de eu ainda não entender a dimensão que tinha tudo aquilo. Foi lá que conheci a Ruth, Claudinha, Nádia, Helen, jogadoras com quem eu tinha mais contato e que eram minhas favoritas.

Quando eu já jogava em Campinas e tinha os treinos da seleção, a Rô sempre me levava ao hotel pra ficar com ela, aos treinos, onde eu pude conhecer a Branca, Paula, entre outras. Pra mim, vivenciar aquilo tudo me dava ainda mais vontade de vencer, de realizar um sonho. O meu e de toda a família, que sempre torceu pelo sucesso de cada um dos meus primos no basquete. Vivenciar tudo isso através dela, me mostrou uma vida cheia de oportunidades. Através de todas as conquista que ela teve, pude me espelhar num ótimo exemplo, dentro e fora de quadra.

Em Americana, eu tive a primeira e única oportunidade de jogar com a Rô e foi uma experiência muito boa. Eu já treinava com o adulto e ela me dava muitas dicas, me ajudava e me protegia, Mas não de uma forma injusta, era mais instinto mesmo.

Depois joguei contra ela em duas oportunidades. A primeira quando ela jogou o Brasileiro por Juiz de Fora e a segunda quando jogou o Paulista por Araraquara. Nas duas vezes o meu time ganhou, mas dentro de quadra o parentesco acaba. Apesar de todo o respeito que tenho por ela.

Na Rô a força física e o recurso que ela tem pra jogar de costas. Ela jogava de pivô, mesmo tendo a estatura menor. Na minha irmã o chute, principalmente de dois. E no Né, o chute de três, a velocidade dos passes e a habilidade. Mas tem uma coisa que admiro igualmente nos três: a personalidade forte e o fato de nunca abaixarem a cabeça, serem firmes em suas decisões.

4. Se não me engano, nas categorias de base, você atuava com mais freqüência como armadora, mas sempre gostava de procurar a cesta, principalmente nas jogadas de velocidade. Na transição para o adulto, você foi migrando para a posição 2, onde acredito que você rende mais. Como você encara esse processo? Hoje você se enxerga como uma ala mesmo, apesar de eventualmente ser chamada à posição 1 no clube ou na seleção?

Acho uma ótima oportunidade de esclarecer esse assunto.
5. O técnico Paulo Bassul lhe acompanha há muito tempo nos clubes e nas seleções. Acredito que deva ser agradável contar com a confiança dele, mas ao mesmo tempo comentários de que ele lhe protege devem vez ou outra lhe incomodar. Primeiro, eu queria que você falasse da importância do Bassul na sua carreira. Depois, queria que você falasse dos momentos em que você deixou de ser treinada por ele (Sport, com o Dornelas e em Ourinhos, com o Vendramini), que me parecem terem sidos os seus momentos de afirmação no adulto, não? E por fim de como você encara esses comentários maldosos.

O Paulinho acompanhou, praticamente a minha vida inteira. Eu comecei a jogar com a Mila, mas no infanto e juvenil treinava nas categorias mais velhas com ele. Foi com ele que eu aprendi a defender melhor, ele é o tipo do técnico que corrige o tempo todo: arremesso, postura, passe, defesa. Então, eu sei que muito do que consegui hoje teve a ver com o que ele me ensinou.
6. Na seleção, seu grande momento é a conquista da prata do Mundial Sub-21(2003). Queria que você falasse um pouco desse torneio, da vitória sobre as americanas, de como foi construída essa campanha, após a mesma geração não ter ido tão bem no Mundial Juvenil, dois anos antes.

Em Americana eu jogava de 2 na minha categoria e na categoria acima (1983), porque havia outras jogadoras que faziam a posição 1. No meu primeiro ano de juvenil, a armadora titular que era de 83, parou de jogar. E como as mais “velhas” do time eram todas laterais, eu tive que fazer a função de armadora. Só que mesmo nesse juvenil, eu tinha total liberdade de ir pra cesta e era relativamente fácil jogar, porque eu era veloz e o entrosamento com o time era muito grande. Então não tive problemas pra armar.

No segundo ano de juvenil eu voltei pra posição 2, mas ainda fazia um pouco de 1 no adulto. Então nesse ano, nós tivemos o acidente da Regininha, o campeonato já havia começado e eu fui efetivada como 1 no adulto.

Depois que Americana acabou, eu não havia mais jogado nessa posição, até a convocação do Barbosa em 2006. Nessa seleção, eu fui duramente criticada, mas eu tinha consciência de que aquela não era a posição que eu estava acostumada a fazer, mas iria me esforçar ao máximo pra corresponder. Não importava se eu jogaria de 1 ou 2, eu só queria jogar e ser aproveitada na seleção.

Eu sou lateral, penso como lateral e creio que a migração pra posição 1, não seria o ideal hoje. Mas se me colocarem pra jogar em qualquer posição, eu vou jogar.

Quando Americana acabou, a perspectiva do futuro me assustou de inicio. Eu não teria mais os mesmos técnicos e me preocupava como eu conseguiria lidar com a situação. Logo depois, fiz uma cirurgia no joelho e quando cheguei ao Sport , eu só pensava em ser a jogadora que eu era antes, em mostrar que eu podia fazer tudo, ou mais, do que fiz quando o Paulinho era meu técnico.

Eu creio que a evolução rápida que tive nesse período, veio da minha vontade de superar a segunda cirurgia de uma vez e mostrar pra mim mesma que eu era capaz. Sem deixar de fora o fato de que em Americana eu não puxava o time e em Recife a situação era completamente diferente. O time precisava muito de mim, da Geisa e da Tay sempre jogando a 100%, então isso ajudou muito na minha autoconfiança e consequentemente na minha afirmação no adulto.

Já em Ourinhos a situação mudou e me ajudou mais ainda. Porque havia várias jogadoras com quem eu disputaria minha posição e essa disputa saudável, me fez melhorar um pouco mais.

Sobre os comentários de o Paulinho me proteger, isso não me incomoda, porque realmente está bem longe da verdade. Se isso fosse verdade me incomodaria muito mais. Eu não precisei de nenhum técnico me protegendo pra chegar à seleção. Se houvesse proteção da parte dele, eu jogaria quarenta minutos no clube e quarenta minutos na seleção. Todas as vezes que fui convocada, como qualquer outra jogadora, dei o melhor de mim. Tentei mostrar tudo o que tinha de bom pra oferecer, todas as minhas qualidades, pra assim tentar garantir meu lugar.

Eu sei que se não fizer o que ele pede, se eu não estiver correspondendo em quadra, vou pro banco no clube e não sou chamada na seleção.

Mas todas as pessoas têm o direito de pensar e falar o que quiser, e eu respeito isso.

 

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A nossa chave era muito difícil. Éramos nós, França, Estados Unidos e Croácia, que era o país sede. Desde o começo dos treinamentos, tivemos várias conversas sobre o foco para o mundial e estávamos todas muito concentradas num único objetivo, que era sermos campeãs. Levamos o desafio a sério e isso foi muito importante para o nosso desempenho.

7. Na seleção adulta, consigo enxergar uma evolução nítida da Karen no Mundial-2006, no Pan-2007 e no Pré-Olímpico-2007, mesmo que você tenha jogado pouco. Eu queria que você falasse de como você vê essa caminhada. O jogo de velocidade continua sendo um dos seus pilares como jogadora; e tenho notado uma evolução nos arremessos de três. O que você vem trabalhando para melhorar em seu jogo e se tornar uma atleta com mais responsabilidades e oportunidades na seleção?

A convocação para o mundial de 2006 me surpreendeu, mesmo que eu quisesse muito ser chamada. Eu me achava em boas condições de disputar a posição, mas sabia que a diferença técnica e a falta de experiência em relação a algumas jogadoras, pesaria na decisão final. O que eu fiz e sempre faço, foi tentar superar essas diferenças mostrando outras de minhas qualidades, como a defesa.
8. Em Ourinhos, um dos destaques do seu jogo é a aplicação defensiva. Nas finais do Paulista, por exemplo, sua marcação sobre a Karla foi memorável. Queria que você falasse desse trabalho na defesa. E na sua cabeça, qual a importância da defesa para uma equipe?

Desde as categorias de base, a Mila sempre focou muito o trabalho defensivo. E pela minha velocidade e força nas pernas, tive mais facilidade para defender. Particularmente, gosto muito de defender e os erros defensivos me irritam tanto quanto os ofensivos.

9. Você é das poucas jogadoras que está na seleção e nunca se aventurou numa temporada no exterior (da convocação do Pré, apenas a Chuca também não jogou fora). Imagino que convites não devam ter faltado. É uma coincidência ou uma opção sua?

No mundial, perdemos o primeiro jogo para a França e mesmo assim não desanimamos e nos comprometemos a fazer jogos melhores. Em seguida, ganhamos dos Estados Unidos, num jogo muito bem construído, de quase quinze pontos e pudemos provar que nosso time era muito mais do que as pessoas pensavam.

Nossa campanha foi construída a base de muita defesa e jogo coletivo, cada uma sabia do papel que tinha na equipe e o mais importante era vencer os jogos, os destaques individuais apareceriam naturalmente.

No Pan-2007, eu me sentia mais preparada e talvez pelo nervosismo não tenha conseguido ser regular e mostrar todo meu potencial.

No Pré-Olímpico, apesar do pouco tempo que joguei, achei que o tempo que fiquei em quadra foi bem aproveitado.

Pra conseguir me firmar na seleção, meu trabalho tem sido feito no clube. Porque quanto melhor eu conseguir jogar aqui, mais fundamentos terei pra empregar na seleção. Pra conquistar meu espaço na seleção, ainda falta mais regularidade. Confio nas minhas infiltrações e arremessos de dois e três pontos e isso tem ajudado o meu time nas competições, agora espero poder mostrar tudo isso na próxima seleção.

 

Considero a defesa a chave para a vitória. O ataque depende de muitos fatores, as vezes até sorte, mas a boa defesa, depende de vontade e força física.

Eu já tive, como quase todas as jogadoras, propostas para jogar na Europa, mas até hoje não achei motivo para ir. Eu gostaria de jogar fora para ganhar experiência e acrescentar mais coisas pra minha carreira, mas ainda espero o momento certo.

10. Fora da rotina jogos e treinos, quais são suas atividades preferidas, hobbies… A que você se dedica nas suas folgas? Queria saber se você acha que essas atividades extra-quara tem uma relação com a sua produção dentro dela?

Eu gosto muito de assistir seriados e filmes na TV e de ler. Geralmente nas minhas folgas, aproveito para visitar minha família.

Talvez o fato de eu ler bastante, me ajude a falar um pouco melhor, mas dentro de quadra, não creio que ajude muito.

11. Recentemente, você foi um dos grandes destaques na excursão da seleção B à Cuba. Aqui as perguntas são muitas. Eu queria que você contasse como foi a experiência, considerando o pouco tempo de treinamento, o cansaço após a decisão do Nacional e os desfalques no time.

A viagem pra Cuba foi, em todos os aspectos, muito positiva. Apesar do pouco tempo de treinamento, a maioria das jogadoras estava com ritmo de jogo, assim os treinos foram mais táticos e isso ajudou a aliviar um pouco o cansaço.

12. Há quase quatro anos atrás, fui assistir a um jogo Brasil x Cuba, no ginásio do Paulistano, na preparação da seleção para as Olimpíadas de Atenas (2004). Você estava logo atrás de mim nas arquibancadas, acompanhada de sua família, prestigiando a Sílvia. Me lembro com clareza da cena. A Sílvia aquecendo na lateral da quadra, você com o olhar fixo nela e alguém dizendo a você: “Karen, imagina: daqui a um tempo vai ser a sua vez!”. Você acha que realmente chegou a sua vez? Como você lida com a expectativa de disputar os Jogos Olímpicos pela primeira vez? Quais você acha que seriam as chances da seleção no Pré-Olímpico de Madri? E depois, nas Olimpíadas de Pequim?

A falta da Karla e Flávia nos prejudicou bastante, porque tivemos que viajar em dez e o rodízio das jogadoras ficou comprometido, já que fizemos quatro jogos em cinco dias. Fora isso, não preciso ressaltar a falta que o jogo das duas fez pra nossa seleção, já que a Flávia é muito boa pivô e a Karla nos ajudaria muito no jogo de velocidade e chute dos três.
A equipe cubana, até onde eu lembro, não estava com a Ávila e Plutín. Todas as outras jogadoras eram as mesmas do Pré, e contava com a volta da Soria.
Em Cuba, eu joguei o que vinha jogando nas finais do Brasileiro. Contra-atacando bastante e utilizando bem as jogadas com corta-luz na bola. E no geral, tive uma boa média de três pontos e defendi razoavelmente bem.

Para o Pré-Olímpico, no caso de um novo confronto contra Cuba, eu acho que o melhor caminho é a defesa, porque elas se incomodam bastante com a marcação agressiva, grudada, inclusive os pivôs. Então se defendermos bem, a vitória poderá ser nossa.

Disputar as Olimpíadas seria um realizar um sonho, mas minha intenção agora, também é ganhar mais tempo em quadra e conseguir ajudar mais a seleção. Ir para Olimpíada é só parte do que eu desejo pra minha carreira. Eu vou fazer o possível pra que essa seja a minha grande chance. A expectativa é muito grande, mas se não acontecer, vou continuar treinando forte e me dedicando ainda mais pra que minha vez chegue.
Para o Pré-Olímpico, as chances do Brasil são ótimas. Creio que, seja que time for, vai estar muito empenhado em conseguir a vaga. Já na Olimpíadas, é difícil fazer uma previsão sem saber que adversários enfrentaremos. Mas se a seleção estiver bem treinada, pode conseguir bons resultados.

Bate-Bola, para encerrar:

Um prato: strogonof
Um filme: “O Silêncio dos inocentes”
Uma música: qualquer samba-enredo da Unidos de Vila Maria
Uma quadra: a Arena Multiuso, do Pan
Um técnico: a Mila
Uma marcadora: eu mesma
A melhor jogadora que eu já vi jogar: a Janeth
Uma estrangeira: a Lauren Jackson
Uma bola que eu chutei e caiu: todas as da final contra Catanduva
Uma bola que eu chutei e não caiu: um lance-livre, quando eu jogava em Americana, no final de um jogo contra Ourinhos
Um jogo que eu nunca quero esquecer: a vitória contra as americanas, no Mundial Sub-21 (2003)
Um jogo que eu tento esquecer, mas não consigo: a semifinal contra a Austrália (Mundial 2006)
Um sonho: ver o Brasil campeão olímpico

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