Geisa Oliveira (Janeiro/2003)

A jovem pivô de Americana é um dos destaques do time finalista do Nacional.

Nas semifinais contra Ourinhos, foi peça importante e acabou se tornando a cestinha do time na série, com excelentes médias de 20,8 pontos e.

Na véspera do primeiro jogo contra o São Paulo/Guaru, Geisa fala em entrevista ao Blog do Basquete Feminino sobre as principais passagens de sua carreira, seleção e da luta pelo título.

1) Em que cidade você nasceu e quando você começou a jogar basquete? Com quem, em que clube e através de que treinador você começou?

Nasci em São Paulo e comecei a jogar basquete com 12 anos, na equipe da Clube de Regatas Tiête, na categoria mini com o técnico Raimundo.

2) Quais foram seus principais clubes nas categorias de base?

Na Ponte Preta, no qual joguei nos anos de mirim (93), infantil (94) e infanto (95). E depois, juvenil (96, 97) na Microcamp/Campinas.

3) Como você chegou ao BCN-Osasco? Fale um pouco da sua passagem por lá.

Tinha sido dispensada da equipe da Microcamp e a Maria Helena e a Heleninha me chamaram para jogar no BCN. Foi altamente proveitoso: estava na melhor equipe e com as melhores técnicas. Elas me ensinaram muito, cresci muito enquanto estava lá. Devo muito a elas.

4) E nas categorias de base da seleção juvenil? Quais foram suas principais convocações e conquistas?

Comecei a ir para as seleções de base com 14 anos. A primeira foi na seleção cadete (94), depois houve o sulamericano juvenil em 95. Em 96, foram sulamericano juvenil e a Copa America no Mexico, fomos campeãs com a categoria. Em 97, conquistamos o quarto lugar no campeonato Mundial Juvenil em Natal.

5) De Osasco, você passou a Guaru. Fale da importância desse clube na sua carreira e das participações no Paulista e no Nacional pelo clube.

De Osasco fui para Orinhos, onde disputei o Paulista de 1999. Depois fui para Guarulhos, disputar a Liga Nacional. Em Ourinhos foi aonde eu tive projeção como jogadora adulta, me destaquei bastante. Logo depois fui para Guarulhos, onde ficamos em 3 lugar. 

6) Você foi uma das primeiras atletas brasileiras a jogar na Espanha, pelo Andalucia, em 2001. Fale um poco dessa experiência, e das impressões que você teve da liga espanhola. Qual foi a classificação do time no torneio?

Fui jogar na Espanha em 2001, porque a Unimed/Americana não tinha se classificado para a Liga Nacional do ano. Surgiu esta oportunidade e não seria por muito tempo; ficaria lá por 3 meses. É com certeza um dos campeonatos mais fortes e sérios. Fora o alto nivel pois a liga tem muitas jogadoras de outros países da Europa, como Russia, França, e mesmo dos Estados Unidos, que estão jogando lá, disputando e treinando com a gente. Minha equipe ficou em décimo primeiro lugar.

7) Ao contrário das demais, você logo voltou ao Brasil, para defender a Unimed/Americana. Por quê?

Como antes de eu sair daqui eu já atuava pela equipe da Unimed/Americana, eu resolvi voltar. Mesmo porque quem me deu o maior incentivo foi o Paulo Bassul para eu ir jogar na Espanha.

8) Você se encontra na sua terceira temporada em Americana. Já se sente em casa no time?

Claro, já me sinto “prata da casa”, pois comecei a jogar na Ponte Preta também com o Paulo Bassul. Já me sinto à voltade com ele e com a cidade, que nos acolheu muito bem.

9) Na seleção brasileira, você tem estado sempre entre as lembradas, mas acaba perdendo a vaga para as pivôs que jogam no exterior. O que você acha que lhe falta para assegurar sua vaga?

Talvez o fato de algumas jogadoras estarem fora do país seja o fator decisivo para permanência das mesmas na seleção. 

10) Sua principal conquista na seleção adulta foi a Copa América, no Maranhão em 2000. Fale um pouco da sua participação.

Foi uma seleção muito boa, pois tivemos tempo de preparação para esta competição. Mesmo o time não estando completo, tivemos uma boa atuação. Eu fui titular, tive a oprtunidade de mostrar meu jogo e depois disso fui mais lembrada.

11) Foi decepcionante ser cortada da última seleção que disputou o Mundial da China?

Foi decepcionante mesmo, pois estava treinando muito bem. Nos amistosos estava me destacando bastante. Mas acredito que o motivo real tenho sido a ausência de uma lateral de força.

12) Quais fatores você acha que foram decisivos para que Americana conseguisse bater Ourinhos agora na semifinal do Nacional, o que não tinha acontecido nas decisões do Paulista e dos Jogos Abertos?

Nos jogos Abertos, com certeza, a ausência de jogadoras importantes que estavam na seleção e comtundidas. Já no Paulista, com certeza, a contratação da Janeth por Ourinhos.

13) Como está o time para encarar o São Paulo/Guaru?

Completo, seguro e motivado.

14) Quais os pontos que você aponta como as maiores qualidades do time adversário?

Eles contrataram a melhor ala de força, a Janeth, e hoje umas das reboteiras e pontuadoras do campeonato, a Érika. 

15) Depois do Nacional, quais são seus planos? Pretende continuar em Americana? Espera ser convocada para as disputas da seleção no ano de 2003?

Hoje o principal é ganhar o campeonato. Depois, eu pretendo continuar, sim, na Unimed Americana. E seleção é objetivo de todo atleta. Se eu disser que eu quero ir só para treinar, vou estar mentindo. Acho que tenho nível pra ser convocada e permanecer entre as doze.

16) Bate-Bola, para encerrar:

Uma cidade: São Paulo (SP) e Salvador (BA)
Uma música: Oceano, do Djavan
Um filme: Tempo de Matar
Uma comida: Qualquer comida baiana
A bola que eu chutei e caiu: Copa América Juvenil, em 1996
A bola que eu chutei e não caiu: Final do Paulista de 2002
A minha principal virtude em quadra, e fora dela: Em quadra, ser constante. Fora dela, ser companheira.
O meu maior defeito em quadra, e fora dela: Em quadra, ser passiva. Fora, ser tranquila demais.
Um título:o do Paulista de 2001
Um técnico: Maria Helena Cardoso e Paulo Bassul
Um time: Unimed/Americana, no basquete; Corinthians, no futebol
Uma companheira: a Micaela
Uma marcadora implacável: a Êga
Uma estrangeira: a Jack Nero
A melhor jogadora que eu já vi jogar: a Hortência
Uma jogadora para o futuro: a Silvia Gustavo
Uma quadra: a nossa, em Americana
Um sonho: as Olimpíadas

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